quarta-feira, 3 de junho de 2015


Acreditei no mar
Percorri a umbria de um eclipse 
que nas vagas não reflectia

Apaguei os olhos e sorri com uma lágrima

Ao abrir , fitei o azul 

o azul do céu , do mar e da lua

Ouvi  então estremecerem as ondas 
e a areia lacrimar.

Voltaram os raios lunares, 
voltei ao luar da noite
húmida e fria 
em que me movo 
e te deito.

Minha gárgula de vida,
meu eterno mar.



Nuno Travanca

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