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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Como hei-de saber o que desejo,
Se tudo o que não tenho me apetece?...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008


Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
Fica varejado.
Já nascido em pecado,
Todos são naturais
À minha condição,
Que quando, por excepção,
Os não pratico
É que me mortifico.
Alma perdida
Antes de se perder,
Sou uma fonte incontida
De viver.
E o que redime a vida
É ela não caber
Em nenhuma medida.