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domingo, 1 de março de 2009



Hoje se quisesse voava

Sinto-me leve como uma folha em branco

Antes do peso da palavra escrita.

Clara e transparente como o riso de uma criança

Antes do entendimento.

Ágil como o pensamento

Antes dos primeiros porquês.

Não voo eu sempre

Quando os teus braços são as minhas asas?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009



A angustia cola-se ao corpo

Como se fosse pele.

E o corpo torna-se errante.

Erróneo e estrangeiro.

As horas arrastam-se,

E o tempo é certeza

Que vivendo o dia ,

Não o vivi inteiro.

Há a vontade da partida,

De despir a angustia,

De abandonar o corpo,

E voltar a um tempo que não lembro.

Ou partir,

E esquecer quem fui

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Leva-me contigo
Não interessa para onde
Nem o como
Ou o porquê.
Leva-me contigo
Afasta-me de mim
Para que não me parta
Aos pedaços