
Depois, tudo ficou silencioso, na imensidão muda.
Próximo do lume quase apagado, o vagabundo estava deitado, enrolado no seu
albornoz.
Com a cabeça apoiada no braço dobrado, os membros cansados, entregava-se
à infinita doçura de adormecer sozinho, desconhecido entre homens simples e
rudes, sobre a terra, a boa terra embaladora, num pedaço do deserto sem nome
e ao qual nunca mais regressaria.
Porque a morte aguarda no silêncio
no intervalo
entre uma entre outra
entre cada batida do coração